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Governador do Pará estende prazo para rastreabilidade de bovinos até 2030

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O governador do Pará, Helder Barbalho, assinou na terça-feira (3) um decreto que amplia o prazo para a implementação da rastreabilidade de bovinos e búfalos no estado. Com a nova medida, a identificação dos animais poderá ser realizada até 31 de dezembro de 2030, atendendo a uma reivindicação do setor produtivo local.

Inicialmente, o programa previa que a primeira fase entraria em vigor em janeiro de 2026, exigindo que os animais em trânsito no estado estivessem identificados com brincos. Já a obrigatoriedade para a totalidade do rebanho estava programada para janeiro de 2027, conforme a versão original do plano.

Em declaração oficial, Helder Barbalho destacou que a ampliação dos prazos visa equilibrar as demandas do setor produtivo com práticas sustentáveis. “Com a ampliação desses prazos, atendemos o setor produtivo e provocamos os mercados a valorizar aqueles que produzem com regularidade ambiental, agregando valor e boas práticas, assegurando esse movimento: de um Estado que produz e de um Estado que respeita o meio ambiente”, afirmou o governador.

Até meados de novembro, o Pará registrava cerca de 304 mil animais identificados, em um rebanho total estimado em 26 milhões de cabeças, o que representa o segundo maior do país. Essa ampliação busca dar mais tempo para que produtores se adaptem às exigências de rastreabilidade, que visam melhorar a transparência na cadeia de produção pecuária.

Conforme apurado, a prorrogação do prazo não era esperada pela equipe técnica responsável pelo programa, o que pode indicar ajustes estratégicos para alinhar melhor as políticas ambientais e econômicas do estado. A medida reflete o esforço do governo para conciliar o crescimento da pecuária com compromissos de sustentabilidade, especialmente em uma região sensível como a Amazônia.

Essa decisão ocorre em um contexto de debates nacionais sobre a rastreabilidade animal, que é vista como essencial para combater irregularidades ambientais e garantir a competitividade no mercado internacional. O Pará, como grande produtor de carne, busca com isso fortalecer sua imagem de responsabilidade ecológica.

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