Agricultura

Avanço na produção de morango no RS: clima e turismo impulsionam safra e preços

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A produção de morango no Rio Grande do Sul apresenta variações regionais positivas, conforme dados divulgados pela Emater/RS-Ascar em seu Informativo Conjuntural nesta quinta-feira (1). Em diferentes áreas do estado, fatores climáticos e demandas sazonais têm influenciado o desenvolvimento das lavouras, resultando em melhorias na qualidade dos frutos e estabilidade nos preços. Esse cenário reflete o impacto das condições meteorológicas recentes e do aumento no consumo durante o período de fim de ano.

Em Caxias do Sul, os dias ensolarados e a alta amplitude térmica das últimas duas semanas contribuíram para o avanço das plantações. Esses elementos climáticos aceleraram a maturação dos morangos, elevando o calibre, a coloração e o sabor dos produtos. Como resultado, os produtores locais observam uma safra mais robusta, o que pode fortalecer a cadeia de suprimentos na região serrana.

Já em Gramado, a sanidade das plantações de morangueiros mantém-se controlada nesta safra. Registros isolados de doenças fúngicas e pragas ocorreram durante períodos de instabilidade climática, com incidência de mofo-cinzento em áreas específicas das estufas, especialmente nas bancadas laterais. Apesar disso, o aumento no fluxo turístico durante o período natalino tem sustentado os preços, variando entre R$ 20,00 e R$ 35,00 por quilo para frutos frescos e entre R$ 10,00 e R$ 15,00 por quilo para os congelados.

Na região de Pelotas, a demanda por morangos cresceu em razão das festas de fim de ano, mesmo com uma redução no calibre dos frutos. Os preços mantêm-se estáveis, beneficiando os agricultores. As cultivares tradicionais aproximam-se do fim de seu ciclo produtivo, enquanto as variedades de dias neutros continuam em plena colheita, garantindo continuidade na oferta.

Em Erechim, a colheita prossegue de forma normal, com uma produção considerada regular. Os preços giram em torno de R$ 25,00 por quilo, refletindo um equilíbrio entre oferta e demanda local. Essa estabilidade contribui para a manutenção das atividades agrícolas na região Norte do estado.

Por fim, na área de Santa Maria, as cultivares de dias neutros estão em fase produtiva intensa, ao passo que as de dia curto aproximam-se do encerramento. Em Agudo, especificamente, os valores variam amplamente dependendo do ponto de venda, oscilando entre R$ 30,00 e R$ 50,00 por quilo nas comercializações às margens da BR-287, o que demonstra a influência da localização na precificação.

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