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Produção de carne bovina responde por 40% do desmatamento global, com Brasil na liderança, diz estudo

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Área desmatada na Amazônia com gado bovino pastando, ilustrando impacto da produção de carne no desmatamento global.
Área desmatada na Amazônia com gado bovino pastando, ilustrando impacto da produção de carne no desmatamento global.

Um estudo recente divulgado na terça-feira (24/03/2026) revela que a produção de carne bovina foi responsável por 40% do desmatamento global ligado à agricultura entre 2001 e 2022, com o Brasil liderando o ranking nacional ao responder por 32% do total.

Detalhes do estudo

Pesquisadores da Universidade de Tecnologia de Chalmers, na Suécia, analisaram o impacto da expansão agrícola em florestas ao redor do mundo. O período de 2001 a 2022 foi examinado para identificar as principais commodities responsáveis pelo desmatamento. A pecuária bovina destacou-se como o maior contribuinte, superando outras atividades agrícolas.

Metodologia adotada

Os cientistas avaliaram 184 commodities agrícolas em 179 países. Eles utilizaram um modelo que combina dados de satélite com estatísticas agrícolas para mapear as perdas florestais. Essa abordagem permitiu uma visão precisa sobre como a produção de itens como carne bovina, soja e outras commodities impulsiona o desmatamento.

Países mais impactados

O Brasil surge como o principal responsável, com 32% do desmatamento global ligado à agricultura. Outros países destacados incluem Indonésia, China, República Democrática do Congo, Estados Unidos e Costa do Marfim. Esses locais concentram a expansão da pecuária e de plantações para atender tanto mercados domésticos quanto de exportação.

Causas principais

A expansão da produção agrícola, especialmente da pecuária bovina e da soja, visa suprir demandas crescentes. Mercados internos e internacionais pressionam por mais terras, resultando em perdas significativas de florestas. O estudo enfatiza que o problema não se limita ao comércio exterior, mas também afeta dinâmicas locais.

Perspectivas dos pesquisadores

o problema vai além do comércio, indicando que a ação também é necessária nos países produtores, onde os mercados agrícolas domésticos geram uma perda significativa de florestas.

Martin Persson, pesquisador do projeto, destacou a necessidade de intervenções nos países produtores. Ele apontou que os mercados domésticos contribuem substancialmente para o desmatamento. Essa visão reforça a importância de políticas locais para mitigar impactos ambientais.

Implicações globais

O estudo, divulgado há dois dias, alerta para a urgência de ações contra o desmatamento ligado à agricultura. Com o Brasil na liderança, medidas internacionais e nacionais tornam-se essenciais para preservar florestas. A análise oferece dados cruciais para formular estratégias sustentáveis na produção de carne bovina e outras commodities.

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