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Setor de defensivos agrícolas deve estagnar ou cair em 2026, diz CropLife Brasil

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Presidente do Sindiveg, Antonio Mauricio Marques, e vice-presidente Júlio Borges Garcia — Foto: Divulgação
Presidente do Sindiveg, Antonio Mauricio Marques, e vice-presidente Júlio Borges Garcia — Foto: Divulgação

O setor de defensivos agrícolas no Brasil deve permanecer estável ou registrar leve retração em 2026, segundo projeções divulgadas pela CropLife Brasil. A estimativa aponta para a ausência de crescimento em relação a 2025, influenciada pelo endividamento dos produtores rurais e pelas condições econômicas atuais. Representantes de empresas como Bayer, Corteva, FMC, Syngenta e Basf participaram das discussões durante evento da associação.

Fatores que limitam o crescimento

O presidente da CropLife Brasil, Eduardo Peres, destacou que o agricultor brasileiro enfrenta juros elevados e preços de commodities que não recompõem as margens de lucro. Commodities como soja, milho e algodão permanecem em patamares baixos, o que reduz a capacidade de investimento em tecnologia. Após um período de expansão, o setor agora lida com custos de produção elevados e crédito mais caro.

O agricultor está endividado, o juro está alto e o preço da soja, do milho e do algodão não recompõe a margem. Isso faz com que ele segure o investimento em tecnologia

Eduardo Peres

Histórico e projeções recentes

Até 2023, o mercado registrou crescimento acima de dois dígitos anuais, impulsionado pela demanda por insumos. Em 2024 ocorreu uma desaceleração clara, e 2025 deve fechar com números próximos de zero ou ligeiramente negativos. Para 2026, a expectativa é de estabilidade ou leve variação negativa, sem sinais de retomada imediata.

Tivemos um ciclo muito positivo até 2023, com crescimento acima de dois dígitos. Em 2024 já houve uma desaceleração, e 2025 deve fechar com números próximos de zero ou ligeiramente negativos

Eduardo Peres

A combinação desses elementos compromete a rentabilidade dos produtores e leva à contenção de gastos com defensivos. A CropLife Brasil monitora o cenário e reforça que não há previsão de expansão no próximo ano.

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