O Brasil exportou 2,31 mil toneladas de ovos in natura e processados em abril de 2026, volume que representa alta de 24% em relação a março, conforme dados da Secex analisados pelo Cepea. O crescimento foi impulsionado principalmente pelas compras recordes do Chile, que se tornou o principal destino dos embarques brasileiros. O país sul-americano mantém sua posição como fornecedor confiável graças ao status de livre de gripe aviária.
Detalhes dos embarques por tipo de produto
Do total exportado, 1,64 mil toneladas corresponderam a ovos in natura, o que equivale a um aumento de 53% frente ao mês anterior. Os ovos processados somaram 668 toneladas, registrando queda de 16% na comparação mensal. A preferência chilena por produtos frescos explica a diferença de desempenho entre as duas categorias e reforça a importância do mercado vizinho para o setor brasileiro.
Impacto da gripe aviária no comércio regional
O Chile detectou o primeiro caso de gripe aviária em granja comercial e, diante disso, ampliou as importações de ovos do Brasil para suprir a demanda interna. Esse país respondeu por 84% dos embarques brasileiros de ovos in natura no período, consolidando-se como parceiro estratégico. O Brasil, por sua vez, preserva a condição sanitária reconhecida internacionalmente, o que favorece a continuidade dos fluxos comerciais sem restrições adicionais.
Perspectivas para os exportadores brasileiros
Com a demanda chilena ainda elevada, analistas do Cepea indicam que as exportações podem seguir em ritmo positivo nos próximos meses, desde que a sanidade animal no Brasil permaneça sob controle. A diversificação de mercados também aparece como estratégia recomendada para reduzir dependência de um único comprador. O desempenho de abril demonstra a capacidade do setor de reagir rapidamente a oportunidades geradas por eventos sanitários em países vizinhos.