A valorização do dólar e as projeções de ampliação da participação brasileira no abastecimento mundial de soja sustentaram os preços da oleaginosa no mercado interno na semana anterior a 18 de maio de 2026. Dados do Cepea indicam que as negociações ganharam força diante das expectativas de demanda global firme por farelo e óleo, mesmo com pressões sobre os embarques norte-americanos. O relatório do USDA divulgado em 12 de maio reforçou esse cenário ao apontar produção recorde de 441,5 milhões de toneladas na safra 2026/27.
Projeções de produção elevam expectativas do mercado
Estimativas da Conab e de analistas do setor projetam que a safra brasileira de soja alcance 186 milhões de toneladas em 2026/27, consolidando o país como principal fornecedor mundial. Essa expansão ocorre em meio a condições climáticas favoráveis nas principais regiões produtoras e ao aumento da área plantada. Produtores brasileiros se beneficiam diretamente da combinação entre câmbio valorizado e demanda internacional estável por derivados da oleaginosa.
Impacto das cotações internacionais no mercado interno
As cotações no mercado internacional também influenciaram os preços domésticos, apesar da pressão sobre os volumes exportados pelos Estados Unidos. A firmeza na procura global por farelo e óleo de soja ajudou a equilibrar o fluxo de negócios no Brasil. Especialistas do Cepea observam que o movimento de alta se manteve consistente ao longo da semana, refletindo tanto fatores cambiais quanto o otimismo com o desempenho da produção nacional.
Fatores que sustentam os preços da soja
A valorização do dólar frente ao real permanece como principal vetor de sustentação para os preços no mercado interno. Além disso, as expectativas de demanda mundial elevada para os próximos meses reforçam a posição competitiva dos produtores brasileiros. O cenário atual indica continuidade das negociações em patamares atrativos, desde que as projeções de oferta e consumo se confirmem nos próximos relatórios.