As cotações do açúcar operavam em queda nas bolsas internacionais de Nova Iorque e Londres na manhã desta segunda-feira, 18 de maio de 2026. Por volta das 11h30, horário de Brasília, os contratos futuros registraram recuos impulsionados pela percepção de maior oferta global e por ajustes técnicos entre investidores. O movimento ocorre mesmo diante de projeções de déficit mundial e de restrições de exportação mantidas pela Índia.
Avanço da safra brasileira impulsiona oferta
Analistas das consultorias StoneX e Datagro destacam que o avanço da moagem da safra 2026/27 no Centro-Sul do Brasil contribui para ampliar a disponibilidade do produto no mercado internacional. Usinas da região mantêm ritmo acelerado de processamento, enquanto exportadores indianos acompanham de perto as oscilações para definir estratégias futuras. O recuo do dólar frente ao real também favorece a competitividade do açúcar brasileiro nas negociações.
Volatilidade geopolítica e perspectivas de déficit
Apesar do cenário de maior oferta imediata, projeções de déficit global continuam a influenciar as decisões de investidores. A volatilidade geopolítica adiciona incerteza aos contratos, exigindo cautela por parte dos participantes do mercado. Especialistas recomendam monitoramento constante dos dados de moagem e das políticas de exportação de países produtores para avaliar os próximos movimentos.
No curto prazo, o equilíbrio entre oferta brasileira e restrições indianas deve continuar ditando o ritmo das cotações. Participantes do mercado observam atentamente os relatórios de produção e as variações cambiais para ajustar posições nos contratos futuros.