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RTRS ultrapassa 10 milhões de toneladas de soja certificada em 2025

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Foto: Wenderson Araujo
Foto: Wenderson Araujo

A certificação da Round Table on Responsible Soy (RTRS) superou 10 milhões de toneladas de soja certificada em 2025, consolidando o Brasil como principal fornecedor mundial de soja responsável. O marco reflete o aumento da adoção de práticas sustentáveis entre produtores de Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai, Índia e Uganda, com demanda concentrada em compradores europeus, especialmente da Holanda e Dinamarca. A expansão ocorreu por meio da certificação de 17 novas empresas e 41 novos sites, além de um crescimento de 9,5% na demanda ao longo do ano.

Expansão sustentável e novos mercados

O avanço da certificação RTRS em 2025 demonstra como a pressão internacional por cadeias produtivas mais rastreáveis e alinhadas a critérios ambientais impulsiona mudanças no setor. Produtores brasileiros se destacam pela conformidade com a legislação nacional, que já atende diversos requisitos exigidos. A certificação também se estende a culturas como o milho, com projeções positivas para a safra 2025/26. Compradores europeus valorizam cada vez mais produtos que vão além do combate ao desmatamento e incluem boas práticas agrícolas e relações responsáveis com comunidades locais.

Alvaro A. P. Queiroz, gerente de Desenvolvimento de Mercado Brasil da RTRS, ressalta a complexidade envolvida.

A cadeia da soja é longa e complexa, e o consumidor final não percebe claramente sua presença nos produtos. Como resultado, a percepção de valor da soja certificada é baixa, limitando a captura de prêmio ao longo da cadeia

Alvaro A. P. Queiroz

Desafios na distribuição de valor

Muitos ainda veem a certificação como um processo complexo, embora boa parte dos produtores brasileiros já cumpra critérios exigidos graças à legislação nacional. Isso requer investimento e, principalmente, uma melhor distribuição de valor ao longo da cadeia. A certificação abrange condições de trabalho, relacionamento com comunidades e boas práticas agrícolas, contribuindo para cadeias mais responsáveis. Mercados precisam compreender esses benefícios para valorizar adequadamente o produto certificado e sustentar o crescimento observado em 2025.

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