A Federarroz divulgou nota em 23 de maio de 2026 defendendo tratamento diferenciado da União aos produtores rurais gaúchos diante da crise agrícola no Rio Grande do Sul. A entidade, presidida por Denis Dias Nunes, representa os orizicultores do Estado e cobra medidas específicas para enfrentar endividamento, custos elevados e eventos climáticos acumulados nos últimos cinco anos.
Problemas acumulados nos últimos anos
Os produtores rurais gaúchos enfrentam sucessivas dificuldades que comprometem a continuidade da produção. Eventos climáticos repetidos elevaram os custos operacionais e reduziram a margem de lucro, gerando endividamento crescente. A Federarroz destaca que, sem apoio diferenciado, muitos orizicultores podem abandonar a atividade, afetando diretamente a oferta de arroz no mercado interno.
A nota pública ressalta ainda a necessidade de políticas que considerem as particularidades do Rio Grande do Sul. A entidade manifesta solidariedade a outras organizações do setor e cobra ações coordenadas entre governo federal e estadual para mitigar os impactos da crise agrícola.
Apoio a projeto de lei e segurança alimentar
A Federarroz expressa apoio ao PL 5.122/2023, que prevê mecanismos de renegociação de dívidas e incentivos à produção. A proposta é vista como instrumento essencial para manter a atividade no campo e garantir a segurança alimentar da população brasileira. Sem medidas concretas, alertam os dirigentes, a produção de arroz pode sofrer redução significativa nos próximos ciclos.
Posicionamento da entidade
Com sede em Porto Alegre, a Federação das Associações de Arrozeiros do Estado do Rio Grande do Sul reforça que o tratamento igualitário não atende à realidade dos produtores gaúchos. A entidade pede que a União reconheça as especificidades regionais e adote políticas públicas que preservem a competitividade do setor orizícola. O documento reforça o compromisso com a sustentabilidade da produção no Estado.