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China limita importação de carne brasileira a 300 mil toneladas em 2026

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Fábrica de snacks em Chongqing (China), que processa carne bovina brasileira. Cumprimento da cota deve fazer indústria do Brasil reduzir ritmo — Foto: Abiec/Divulgação
Fábrica de snacks em Chongqing (China), que processa carne bovina brasileira. Cumprimento da cota deve fazer indústria do Brasil reduzir ritmo — Foto: Abiec/Divulgação

Frigoríficos brasileiros com forte dependência do mercado chinês devem reduzir o ritmo de abates e produção em 2026 após a China confirmar uma cota anual de 300 mil toneladas de carne bovina com tarifa de 6%. O limite, anunciado na última semana de maio, fica abaixo das 450 mil toneladas exportadas em 2025 e impõe tarifa extra de 12% sobre volumes superiores. A medida afeta principalmente plantas mais expostas ao parceiro asiático e pode gerar ociosidade em linhas de produção.

Detalhes da nova cota de importação

A China estabeleceu o teto de 300 mil toneladas após acordo bilateral de maio de 2025 que abriu mercado para carne com osso. Volumes além da cota enfrentarão tarifa adicional, elevando custos e reduzindo competitividade dos cortes brasileiros. Executivos do setor preveem ajuste imediato na escala de abates para evitar prejuízos com tarifas elevadas.

A redução de receita deve concentrar-se em empresas de médio e grande porte que direcionam grande parte da produção ao mercado chinês. Fontes do governo brasileiro afirmam que todas as alternativas estão em avaliação para mitigar impactos no emprego e na atividade industrial.

Reações de executivos do setor

A cota vai afetar principalmente as empresas que têm a China como principal destino. Elas vão ter que reduzir o ritmo de abate e produção. Não descartamos paradas de linhas e demissões.

executivo de um grande frigorífico

Vamos ter que ajustar a produção. A China é o principal mercado para alguns cortes e, com a cota, o volume vai cair.

executivo de empresa de médio porte

A cota é inferior ao que exportamos atualmente. Isso vai gerar uma redução de receita e de atividade nos frigoríficos mais expostos ao mercado chinês.

terceiro executivo do setor

A ABIEC e representantes governamentais acompanham a situação e buscam alternativas para redirecionar parte da produção a outros mercados. O ajuste de ritmo deve ocorrer gradualmente ao longo do segundo semestre de 2026.

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