A arroba do boi gordo voltou a apresentar sinais de recuperação no mercado brasileiro após semanas de pressão. Pecuaristas de São Paulo, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso reduziram a oferta de animais terminados, o que elevou as negociações acima das referências médias nas últimas semanas de maio de 2026. Frigoríficos operam com escalas de abate em torno de oito dias úteis, enquanto as exportações parciais já superam 200 mil toneladas.
Analistas de consultorias como Agrifatto, Cepea e Safras&Mercados observam que a postura mais cautelosa dos pecuaristas na comercialização contribuiu para o ajuste de preços. A oferta mais limitada de bovinos prontos para abate gerou maior competitividade entre os compradores, especialmente nas praças de maior volume.
Oferta ajustada impulsiona cotações
A combinação de oferta mais ajustada de animais e demanda externa aquecida explica o movimento recente. As exportações brasileiras mantêm ritmo recorde, sustentadas pela competitividade da carne nacional no exterior. Esse cenário favorece os produtores que conseguem segurar os lotes por mais tempo sem comprometer a margem.
Exportações e copa ampliam demanda
Além do fluxo de vendas internacionais, a expectativa de aumento no consumo interno com a Copa do Mundo adiciona pressão positiva sobre os preços. Frigoríficos monitoram de perto as programações de abate para garantir o atendimento tanto ao mercado doméstico quanto ao externo.
Perspectivas dos analistas
Especialistas destacam que a continuidade da recuperação dependerá do ritmo de abate e da manutenção das exportações nos próximos meses. O comportamento dos pecuaristas diante das escalas curtas permanece como fator determinante para a estabilidade das cotações nas principais regiões produtoras.