O mercado do agronegócio brasileiro encerra maio de 2026 com oscilações expressivas que afetam produtores rurais e investidores em diferentes cadeias produtivas. Dados compilados até 28 de maio mostram queda nos preços do milho em São Paulo, valorização do boi gordo, reajuste de combustíveis pela Petrobras a partir de 29 de maio e novas regras estaduais contra o greening na citricultura. Esses movimentos refletem super oferta interna de grãos, condições climáticas adversas nos Estados Unidos e demanda externa por proteínas e biocombustíveis.
Oscilações nos preços de milho e boi gordo
Em Campinas e no Porto de Santos, os preços do milho recuaram diante de amplos estoques e do avanço da safrinha, conforme apontam análises da DATAGRO. A valorização do boi gordo, por sua vez, foi impulsionada pela forte demanda internacional, especialmente de mercados como China e Austrália. Produtores rurais monitoram de perto esses indicadores para ajustar estratégias de comercialização no curto prazo.
Além disso, o USDA e a EIA destacam que a seca em áreas produtoras dos Estados Unidos contribui para sustentar cotações de proteínas no Brasil, mesmo com a oferta interna elevada.
Reajustes de combustíveis e controle fitossanitário
A Petrobras implementou reajuste nos preços de combustíveis com vigência a partir de 29 de maio, influenciando custos logísticos do setor agropecuário. Paralelamente, o governo de São Paulo publicou nova resolução para fortalecer o combate ao greening, doença que ameaça pomares de citros em várias regiões do estado. Essas medidas visam garantir sustentabilidade fitossanitária e competitividade da citricultura paulista frente a exigências de mercados externos.
Os efeitos combinados desses fatores devem continuar sendo acompanhados por agentes do mercado ao longo de junho, à medida que novas projeções de oferta e demanda são divulgadas por organismos internacionais.