Mais de 60% dos suínos em sistemas de produção intensiva apresentam níveis insuficientes ou deficientes de vitamina D, segundo levantamento global realizado em granjas comerciais de diferentes países. A análise envolveu 883 porcas jovens e 684 suínos em fase de engorda, distribuídos em 47 propriedades em 14 países para as matrizes e 52 unidades em 12 países para os animais de terminação. Variações regionais foram observadas em locais como Irlanda, Itália, Polônia, Japão, Holanda e Alemanha, reforçando a necessidade de atenção nutricional em rebanhos sem acesso adequado à luz solar.
Impacto da deficiência nutricional
A limitação de exposição solar em sistemas intensivos, combinada com a baixa presença natural do nutriente nas dietas, explica os resultados encontrados. O avanço genético e tecnológico dos animais elevou ainda mais as exigências nutricionais, tornando a suplementação essencial para manter a saúde e a produtividade dos rebanhos. Porcas jovens e suínos em engorda foram os grupos mais afetados no estudo.
Solução por meio de suplementação
A suplementação com 25-OH-D3 surge como alternativa eficiente para corrigir os déficits em ambientes sem insolação adequada. Especialistas destacam que essa forma do nutriente oferece melhor absorção e estabilidade em dietas formuladas para produção comercial. A medida pode prevenir prejuízos econômicos associados à saúde comprometida dos animais.
Mesmo pequenas variações nos níveis de nutrientes podem comprometer significativamente os resultados produtivos e a saúde dos animais
Alexandra Desbruslais
A diretora global de marketing estratégico e novas soluções para suínos da dsm-firmenich, Alexandra Desbruslais, ressalta a importância de monitorar continuamente os níveis de vitamina D nos rebanhos. O levantamento fornece dados que orientam produtores a adotar estratégias preventivas e otimizar o manejo nutricional em escala global.