O governo dos Estados Unidos propôs recentemente a aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre diversos produtos brasileiros, com base em uma investigação conduzida pelo USTR sob a Seção 301 da Lei de Comércio de 1974. A medida acusa o Brasil de práticas comerciais irregulares em áreas como o Pix, o comércio digital, tarifas sobre etanol, propriedade intelectual e combate ao desmatamento ilegal. A audiência pública está marcada para julho de 2026 e a decisão final deve sair até meados do mesmo mês.
Exceções e lista de produtos afetados
Apesar da amplitude da proposta, uma lista de exceções preserva itens estratégicos do agronegócio brasileiro, incluindo carne bovina, café, frutas, especiarias, petróleo, minérios e peças aeronáuticas. O vice-presidente Geraldo Alckmin e entidades do setor produtivo já articulam respostas para mitigar impactos. Consultas públicas precedem a decisão final e permitem que o governo brasileiro apresente defesas formais.
Reações do governo e do setor produtivo
O agronegócio brasileiro monitora de perto as negociações, pois as tarifas podem alterar fluxos comerciais bilaterais historicamente equilibrados. O governo dos Estados Unidos, sob a administração de Donald Trump, sustenta que acordos tarifários brasileiros e políticas digitais exigem revisão. Enquanto isso, autoridades brasileiras preparam argumentos técnicos para a audiência de julho de 2026, buscando evitar prejuízos a exportações relevantes.
Entidades do setor produtivo destacam que a investigação reflete tensões comerciais globais e reforçam a necessidade de diálogo. A proposta não atinge todos os produtos de forma uniforme, o que abre espaço para negociações pontuais antes da decisão final. O desfecho dessa investigação poderá definir os rumos das relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos nos próximos anos.