Os mercados de feijão carioca e preto iniciaram junho de 2026 com predominância de queda nas cotações nas praças acompanhadas pelo Cepea, após as valorizações registradas em maio. Compradores adotaram postura cautelosa diante do avanço da colheita da segunda safra e da menor qualidade dos lotes colhidos no Paraná, onde geadas afetaram parte da produção. A redução da área cultivada e a limitada disponibilidade de grãos de melhor qualidade sustentaram os preços no mês anterior, mas o cenário mudou no início de junho.
Fatores que pressionaram os preços
A retração nas cotações reflete a combinação entre oferta crescente e demanda mais seletiva. Produtores e comerciantes do Paraná observam maior volume de feijão disponível, embora com qualidade variável devido às condições climáticas recentes. Compradores, por sua vez, evitam estoques elevados enquanto avaliam a evolução da colheita e as condições de mercado.
Essa dinâmica ocorre após um maio marcado por alta nas cotações, impulsionada pela menor área plantada e pela escassez de lotes premium. A transição para junho mostra ajuste natural, com compradores priorizando negociações pontuais em vez de compras volumosas.
Movimentação de importações e exportações
Em maio, as importações de feijão cresceram, principalmente em função de compras realizadas na Argentina. Esse movimento ajudou a complementar a oferta interna durante o período de valorização. As exportações, por outro lado, mantiveram volumes moderados, sem alterar significativamente o equilíbrio de mercado nas praças acompanhadas pelo Cepea.
Comerciantes e produtores seguem atentos à evolução da segunda safra e às condições climáticas nas próximas semanas. O Cepea continua monitorando os indicadores para identificar eventuais mudanças de tendência nos preços do feijão carioca e preto.