Os contratos futuros do trigo operam em queda na Bolsa de Chicago (CBOT) no início da manhã desta segunda-feira, 15 de junho de 2026. A pressão sobre os preços reflete o avanço da colheita no Hemisfério Norte e as expectativas de oferta global mais ampla nos próximos meses. Produtores, traders e mercados agrícolas dos Estados Unidos, Brasil e Argentina acompanham de perto as oscilações registradas no pregão.
Cotações dos principais vencimentos
O contrato julho/26 foi cotado a US$ 5,72/bu, com recuo de 12,2 pontos. O vencimento setembro/26 fechou a US$ 5,83/bu, após perda de 12,4 pontos, enquanto dezembro/26 atingiu US$ 5,99/bu, com baixa de 12,6 pontos. Esses valores mostram a reação imediata do mercado ao progresso da safra de trigo de inverno nos Estados Unidos e à oferta restrita observada no Brasil.
Fatores que influenciam a queda
O avanço da colheita e as boas condições das lavouras norte-americanas contribuem para o ambiente de preços mais baixos. Além disso, o governo argentino anunciou a redução das alíquotas de exportação sobre grãos, o que aumenta a competitividade do cereal do país vizinho no comércio internacional. Esses elementos combinados reforçam a perspectiva de oferta global mais confortável no curto prazo.
Repercussões nos mercados regionais
No Brasil, a queda nas cotações da CBOT pode influenciar as negociações internas e as decisões de produtores que acompanham os preços externos. Na Argentina, a medida de redução tributária tende a estimular as exportações e alterar o fluxo de oferta para compradores globais. Traders mantêm atenção às variações climáticas e às atualizações de safra que possam modificar o cenário atual.