O Brasil projeta uma safra recorde de café em 2026, enquanto as exportações registradas em maio apresentaram crescimento expressivo no volume embarcado, mas queda na receita cambial. Os dados do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) indicam que o país enviou ao exterior 3,93 milhões de sacas de 60 kg no mês, alta de 24,2% em relação ao mesmo período do ano anterior. Apesar do aumento nos embarques, a receita caiu 16%, totalizando US$ 884,6 milhões.
Desempenho dos embarques por tipo
O café arábica respondeu por boa parte do crescimento, com alta de 19,4% nos embarques, enquanto o conilon registrou expansão ainda maior, de 88,2%. O preço médio da saca recuou 32,4%, para US$ 225,13, o que explica a redução na receita apesar do maior volume exportado. Os principais destinos foram Estados Unidos, Alemanha e Itália, que absorveram parcela significativa dos produtos brasileiros.
Perspectivas da safra atual
Segundo Fernando Ferraz, diretor técnico da Cooperativa dos Cafeicultores de Poço Fundo (MG), as condições climáticas favoráveis sustentam as projeções otimistas.
A colheita já está em andamento e os números preliminares reforçam a expectativa de produção elevada ao longo do ano.A gente espera uma safra grande, uma safra recorde. A gente está colhendo agora, e a perspectiva é muito boa
Fernando Ferraz
Os dados de maio confirmam a capacidade do setor de aumentar volumes mesmo diante de preços mais baixos no mercado internacional. Especialistas do Cecafé observam que o Brasil mantém posição de destaque global, com a demanda externa por café brasileiro permanecendo sólida nos principais mercados consumidores.