O Parlamento Europeu aprovou nesta terça-feira, 16 de junho de 2026, uma lei que proíbe o uso de termos como “carne”, “vitela”, “porco” e “frango” em produtos à base de plantas ou cultivados em laboratório. A medida busca proteger os pecuaristas europeus e evitar confusão entre consumidores que procuram itens de origem animal. A norma ainda precisa da aprovação final dos Estados-membros e entrará em vigor até o final de 2027.
Objetivo da nova legislação
A decisão do Parlamento Europeu restringe nomes tradicionais da pecuária para garantir transparência no mercado. Pecuaristas defendem que a proibição preserva a identidade de seus produtos e impede que alternativas vegetais se beneficiem de associações diretas com carne. Varejistas alemães e ambientalistas acompanham o debate, enquanto defensores dos consumidores destacam a importância de rótulos claros para escolhas informadas.
Paul McCartney e outros nomes ligados à causa animal expressaram preocupação com o impacto da regra sobre inovações alimentares sustentáveis. A medida surge em meio a discussões sobre o futuro da alimentação e o equilíbrio entre tradição e novas tecnologias.
Declaração de Celine Imart
Esta é uma vitória para nossos produtores, para sua experiência e para a transparência que se deve aos consumidores
Celine Imart
Com a aplicação prevista para 2027, empresas terão tempo para ajustar embalagens e comunicações. O texto aprovado pelo Parlamento Europeu reforça limites claros sobre nomenclatura e marca um passo importante na regulamentação de produtos alternativos na União Europeia.