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Justiça argentina autoriza venda de ativos da SanCor por US$ 52,1 milhões

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Foto: Divulgação
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A Justiça argentina autorizou a venda dos ativos da cooperativa SanCor por um valor mínimo de US$ 52,1 milhões, após decretar sua falência em abril de 2026. A decisão do juiz Marcelo Gelcich permite a realização de uma licitação pública para os bens localizados nas províncias de Santa Fe e Córdoba, incluindo seis plantas industriais e marcas registradas. A medida busca recuperar parte dos recursos diante de uma situação financeira irreversível.

Contexto da insolvência

A cooperativa SanCor, com sede em Sunchales, enfrentava dívidas de aproximadamente US$ 120 milhões e atrasos salariais recorrentes. A deterioração financeira resultou em perda de competitividade no mercado lácteo argentino, levando à decretação da falência pelo tribunal de Rafaela. Produtores e a indústria local acompanhavam de perto o processo, que afetou operações em Santa Fe e Córdoba.

A insolvência foi considerada irreversível após análise detalhada das finanças da empresa. O juiz responsável avaliou que não havia condições para recuperação judicial, abrindo caminho para a liquidação dos ativos. Essa etapa marca o fim de uma trajetória marcada por desafios econômicos acumulados nos últimos anos.

Detalhes da licitação pública

A venda será dividida em lotes, com as seis plantas industriais avaliadas em US$ 27,4 milhões e os ativos intangíveis, como marcas, em US$ 24,7 milhões. Potenciais compradores incluem empresas como Savencia, Adecoagro, Punta del Agua SA, Elcor SA e La Tarantela. O processo segue regras de licitação para garantir transparência e maximizar o valor obtido.

Impactos na indústria láctea

A autorização da venda ocorre em junho de 2026 e deve influenciar o cenário competitivo do setor lácteo argentino. Produtores regionais aguardam os desdobramentos, que podem redefinir a distribuição de ativos e oportunidades de mercado. A Justiça busca resolver pendências de forma ordenada, priorizando o pagamento de credores conforme a legislação vigente.

Especialistas do setor observam que a liquidação dos bens pode abrir espaço para novos investimentos em plantas industriais. O desfecho do processo será acompanhado de perto por toda a cadeia produtiva, desde fornecedores de leite até distribuidores finais.

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