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Pesquisadores da PUC-SP desenvolvem biomaterial de látex de jaca para tratar periodontite

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Segundo pesquisadora, o látex extraído da jaca apresenta uma característica adesiva, podendo permanecer mais tempo no local afetado pela periodontite, o que favorece a liberação mais direcionada de compostos terapêuticos (imagem: Brieuc Fertard/iNaturalist)
Segundo pesquisadora, o látex extraído da jaca apresenta uma característica adesiva, podendo permanecer mais tempo no local afetado pela periodontite, o que favorece a liberação mais direcionada de compostos terapêuticos (imagem: Brieuc Fertard/iNaturalist)

Pesquisadores da Faculdade de Ciências Médicas e da Saúde da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo desenvolveram um biomaterial inovador à base de látex de jaca, extrato de casca de romã e sinvastatina que demonstrou potencial para o tratamento da periodontite em testes in vitro realizados em Sorocaba.

Desafios dos tratamentos convencionais

Os métodos atuais para combater a periodontite controlam a infecção e a inflamação, porém oferecem resultados limitados na regeneração dos tecidos periodontais a longo prazo. Essa limitação motivou a equipe coordenada pela professora Eliana Aparecida de Rezende Duek a buscar alternativas que promovam a renovação efetiva das estruturas afetadas pela doença.

Composição e testes do biomaterial

O látex de jaca foi purificado e combinado com extrato de romã e diferentes concentrações de sinvastatina para formar uma matriz mucoadesiva. Essa formulação foi avaliada em células-tronco derivadas de tecido adiposo humano, onde promoveu aumento da osteoindução nos períodos de 14 e 21 dias. O apoio da FAPESP viabilizou o desenvolvimento da pesquisa na instituição paulista.

Começamos a ver o látex extraído da jaca como uma alternativa interessante, pois ele apresenta uma característica adesiva. Isso nos fez pensar que ele poderia permanecer mais tempo no local afetado pela periodontite, favorecendo a liberação mais direcionada dos compostos terapêuticos e, potencialmente, reduzindo a necessidade do uso sistêmico de antibióticos.

Eliana Aparecida de Rezende Duek

Os resultados obtidos indicam que o material permanece no local afetado por mais tempo, o que favorece a ação localizada dos princípios ativos. Essa característica reduz a dependência de antibióticos sistêmicos e abre caminho para aplicações clínicas futuras.

Perspectivas para aplicações futuras

De forma geral, os resultados foram bastante animadores para nós. Observamos que o biomaterial desenvolvido apresenta um grande potencial para aplicações futuras no tratamento da periodontite e até em outras áreas, especialmente por envolver um material ainda pouco explorado na literatura científica para uso biomédico.

Eliana Aparecida de Rezende Duek

A pesquisa reforça o valor de materiais naturais pouco explorados na área biomédica e aponta para novas estratégias regenerativas na odontologia. Os próximos passos envolvem estudos adicionais para validar a eficácia em modelos mais complexos.

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