A cor dos ovos produzidos por galinhas é definida essencialmente pela genética das aves, por meio da deposição de pigmentos específicos durante a formação da casca. Estudos mostram que o processo inicia com uma base de carbonato de cálcio clara, sobre a qual são adicionados compostos coloridos no oviduto conforme o código genético de cada linhagem.
Como ocorre a deposição de pigmentos
Os ovos começam com uma casca clara de carbonato de cálcio. Conforme a ave ovula, pigmentos são transportados e depositados na superfície interna do oviduto. Essa etapa varia entre as diferentes linhagens genéticas e resulta em tons que vão do branco ao marrom, azul, verde ou oliva.
A duração e a intensidade da deposição determinam a tonalidade final. Criadores observam que aves de mesma raça produzem ovos com cores consistentes, independentemente de mudanças na dieta ou no ambiente de criação.
Principais pigmentos e suas cores
Dois pigmentos principais controlam a variação: a protoporfirina IX, responsável pelos tons marrons, e a biliverdina, que gera cores azuis e verdes. A genética regula a produção, o transporte e a quantidade desses compostos depositados na casca.
Quando apenas protoporfirina IX é liberada, os ovos adquirem coloração marrom. A presença de biliverdina, isolada ou combinada, produz os tons azulados e esverdeados. O mecanismo é hereditário e não sofre influência direta de fatores externos.
Implicações para criadores de aves
Para criadores, compreender esse processo permite selecionar linhagens genéticas específicas conforme a demanda do mercado. A escolha de aves com genes que favorecem determinada cor reduz a necessidade de intervenções artificiais e garante uniformidade na produção.
A informação reforça que a alimentação ou o manejo não alteram a cor dos ovos de forma significativa. O foco deve permanecer na genética das galinhas para obter resultados previsíveis e de qualidade.