A Polícia Federal intensificou as investigações sobre a Pixbet após a empresa patrocinar eventos de vaquejada na Paraíba, o que gerou suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas. A operação culminou na publicação de uma Medida Provisória pelo governo federal em 25 de setembro de 2026, que proíbe imediatamente a exploração, oferta, intermediação e publicidade de apostas de quota fixa no Brasil. O prazo para retirada de anúncios vai até 5 de outubro.
Operação Arena atinge a Pixbet na Paraíba
A segunda fase da Operação Arena ocorreu em 17 de setembro de 2026 e cumpriu mandados em cinco estados. Agentes da Polícia Federal sequestraram bens avaliados em até R$ 1,1 bilhão, incluindo ativos ligados ao Complexo Arena Vaquejada Pixbet em Gurinhém. O sócio minoritário Diomar Tadeu Dantas de Farias figura entre os alvos da ação deflagrada em agosto.
Medida Provisória redefine o mercado de apostas
O governo federal optou pela proibição para reorganizar o setor após identificar irregularidades tributárias e financeiras. A medida afeta diretamente empresas que atuavam com patrocínios em eventos esportivos e culturais, como a vaquejada associada à Pixbet. Especialistas apontam que a decisão deve impactar contratos vigentes e campanhas publicitárias em todo o país.
Próximos passos da investigação
As autoridades continuam a análise de documentos e movimentações financeiras para esclarecer os crimes contra a ordem econômica. O caso reforça a necessidade de maior fiscalização sobre patrocínios em eventos regionais. Até o momento, não há novas prisões anunciadas, mas o bloqueio de bens permanece em vigor.