O mercado físico do boi gordo iniciou a última semana de setembro de 2026 com alta nos preços, impulsionado pela oferta restrita de animais terminados e escalas de abate mais curtas. Na segunda-feira, 28 de setembro, o Indicador do Boi DATAGRO em São Paulo avançou 0,35% e fechou em R$ 360,25 por arroba. Em outras praças, como a Bahia, a valorização foi ainda mais expressiva, alcançando 2,27% e cotação de R$ 342,70 por arroba. Negociações pontuais em Mococa chegaram a R$ 370 por arroba à vista.
Oferta limitada pressiona frigoríficos
Pecuaristas mantêm animais em confinamento à espera de melhores condições de pagamento, reduzindo a disponibilidade de boi gordo pronto para abate. Frigoríficos de pequeno e médio porte enfrentam maior dificuldade para completar as programações semanais, o que eleva a pressão sobre os preços. Analistas de consultorias como DATAGRO, Agrobrazil, Agrifatto e Scot Consultoria destacam que a combinação de oferta reduzida e demanda sustentada favorece o movimento de alta observado no início da semana.
Escalas de abate ficam mais curtas
As escalas de abate recuaram para cerca de 5,45 dias úteis em média, indicando menor folga nas programações dos frigoríficos. Essa redução reflete a dificuldade de reposição de animais e contribui para o ajuste positivo nas cotações. Em São Paulo, o cenário de escassez de oferta terminada segue como principal fator de sustentação dos preços do boi gordo.
Desempenho regional dos indicadores
Além de São Paulo e Bahia, outras praças acompanhadas por Fernando Henrique Iglesias, da Safras & Mercado, e Lorenzo Junqueira, do Balcão do Boi, também registram valorização. O movimento é atribuído à menor disponibilidade de animais prontos e à necessidade dos compradores de garantir volume para manter as operações. O cenário atual reforça a tendência de preços firmes no mercado físico do boi gordo até o final do mês.