A análise conduzida pelo engenheiro agrônomo e produtor rural Felippe Stelutti aponta que o arrendamento de 100 alqueires para a produção de cana-de-açúcar na região de Catanduva, no interior de São Paulo, gera atualmente cerca de R$ 57,5 mil por mês. Esse valor representa uma redução significativa em relação aos R$ 79,3 mil mensais obtidos quando o ATR alcançava R$ 1,20 por quilo. Os dados consideram o ATR acumulado de R$ 0,87 por quilo registrado em julho e baseiam-se na média de 65 toneladas de cana por alqueire ao ano.
Queda do ATR reduz renda mensal dos arrendamentos
A diminuição no preço do ATR, influenciada pelo enfraquecimento do açúcar no mercado internacional e pela elevada oferta de etanol, impacta diretamente os proprietários de terras arrendadas. Cálculos simples mostram que a renda proporcional à área cultivada cai de forma expressiva, afetando tanto médios quanto grandes produtores. A transição para valores mais baixos exige ajustes na gestão das propriedades rurais.
Pequenos produtores enfrentam maior dificuldade
Especialmente os pequenos arrendatários, com áreas entre dois e cinco alqueires, sentem o peso da redução nos pagamentos mensais. Muitos dependem dessa renda para sustentar suas famílias e operações limitadas. A diferença de cerca de R$ 20 mil em casos maiores evidencia a insatisfação crescente entre quem recebe os valores.
100 alqueires arrendados para a cultura da cana-de-açúcar. Quanto dá isso por mês?
Felippe Stelutti
Apesar da queda, Stelutti considera a renda atual ainda positiva para quem possui maior extensão de terra. No entanto, ele destaca que a ausência de R$ 20 mil mensais gera forte insatisfação entre os proprietários. O foco agora recai sobre estratégias para mitigar os efeitos da oscilação de preços no setor sucroenergético.