A exportação brasileira de bovinos vivos alcançou 1,03 milhão de cabeças entre janeiro e setembro de 2026, o que representa um aumento de 30,19% em relação ao mesmo período de 2025. Os embarques se aproximam do volume total registrado no ano anterior e mantêm o Brasil como fornecedor relevante no mercado internacional. Os principais estados responsáveis pelos envios foram o Pará e o Rio Grande do Sul, enquanto os compradores mais ativos incluíram Turquia, Marrocos, Líbano, Egito, Iraque e Arábia Saudita.
Demanda externa sustenta o ritmo de embarques
Países com redução nos rebanhos locais buscaram animais brasileiros para abastecer suas indústrias frigoríficas. Essa necessidade ampliou a disputa por bovinos no mercado interno e sustentou os volumes exportados apesar da oscilação mensal. Em agosto houve pico de embarques, seguido de queda de 27,48% em setembro, quando a receita gerada chegou a US$ 175,57 milhões, valor 18,68% superior ao registrado no mesmo mês de 2025.
Consultorias como Agrifatto e Scot Consultoria acompanharam os dados e destacaram que a demanda contínua de nações importadoras contribuiu para o desempenho acumulado até o nono mês do ano. O crescimento reflete também a capacidade dos portos brasileiros de atender pedidos em prazos adequados.
Estados e destinos concentram os fluxos
O Pará e o Rio Grande do Sul concentraram a maior parte dos embarques, aproveitando logística favorável e oferta de animais. Entre os destinos, Turquia, Marrocos e Líbano lideraram as aquisições, seguidos por Egito, Iraque e Arábia Saudita. Esses mercados buscam regularmente reposição de estoque para manter a atividade de seus frigoríficos em operação.
Projeção indica novo recorde ao fim do ano
As consultorias estimam que o Brasil possa atingir 1,3 milhão de cabeças exportadas ao longo de todo o ano de 2026. O resultado dependerá da manutenção da demanda externa e da regularidade dos envios nos próximos meses. O desempenho até setembro já sinaliza que o setor caminha para superar os volumes do ano anterior.