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Gir Leiteiro registra recorde de 64,4 kg de leite por dia no ranking 2025-2026

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Foto: Instagram / @pittyuberaba
Foto: Instagram / @pittyuberaba

Durante a 26ª Exposição Nacional do Gir Leiteiro, encerrada em outubro de 2026 no Parque Fernando Costa em Uberaba, o presidente da ABCGIL, Rodrigo Borges, concedeu entrevista ao diretor do CompreRural, Marcio Peruchi, e apresentou os principais resultados do ranking 2025–2026. O evento registrou produção recorde de 64,4 kg de leite na categoria fêmea jovem, reforçando o papel da raça em sistemas tropicais. Borges destacou ainda os avanços obtidos desde a introdução da genômica em 2014 e as estratégias de multiplicação via FIV para ampliar o acesso à genética de elite.

O programa de melhoramento genético do Gir Leiteiro combina alta produção com a rusticidade necessária para enfrentar as condições climáticas brasileiras. Os dados do ranking confirmam que os animais selecionados mantêm funcionalidade em pastagens e resistem a desafios sanitários comuns em regiões quentes e úmidas.

Avanços da genômica desde 2014

A incorporação de ferramentas genômicas permitiu acelerar o ganho genético sem comprometer características adaptativas da raça. Borges explicou que a seleção busca equilibrar produção leiteira com sobrevivência em ambientes tropicais, evitando que o Gir Leiteiro perca suas vantagens competitivas frente a outras raças leiteiras.

Estratégias para o pequeno produtor

A multiplicação de animais de elite por meio de fertilização in vitro e transferência de descendentes é apontada como caminho para democratizar o acesso à genética superior. O objetivo é que produtores de menor escala possam adquirir fêmeas ou sêmen com potencial produtivo elevado, preservando ao mesmo tempo a adaptabilidade da raça.

Manutenção da rusticidade tropical

Não queremos nos tornar um Holandês. Nós queremos continuar sendo essa raça apta aos trópicos

Rodrigo Borges

Outra declaração reforçou a importância de manter a identidade da raça em cruzamentos. Borges afirmou que o Gir Leiteiro já contribui com maior volume de leite em sistemas mistos, sem abrir mão da resistência natural do zebu. Essa combinação permite que o rebanho se adapte a diferentes níveis de manejo e suporte nutricional.

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