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Abiec vê Sial Paris como porta de entrada para novas vendas de carne bovina à China com cota tarifária reduzida

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Cerimônia oficial de abertura da participação brasileira na Sial Paris — Foto: Apex Brasil
Cerimônia oficial de abertura da participação brasileira na Sial Paris — Foto: Apex Brasil

A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec) vê na feira Sial Paris, que ocorre entre 19 e 23 de outubro de 2026 na França, o primeiro momento para novas vendas de carne bovina brasileira à China, após o anúncio de uma cota de importação de 1,1 milhão de toneladas com tarifa reduzida. A medida foi definida durante a visita do presidente Lula à China em 2025 e diminui a alíquota de 12% para 6% até o limite do volume estabelecido. O principal mercado consumidor chinês importou cerca de 800 mil toneladas do produto brasileiro em 2025, e a nova cota supera esse patamar para ampliar as exportações.

Avanços na negociação da cota

A China impôs o limite tarifário maior que o volume exportado no ano anterior com o objetivo de fortalecer as relações comerciais com o Brasil. A Abiec avalia que a participação na Sial Paris permitirá o contato direto com importadores e a retomada de negociações após o anúncio da cota. O presidente da entidade, Antônio Camardelli, destacou que o mecanismo representa um sinal positivo, embora ainda exija ajustes operacionais.

A cota é um bom sinal, mas ainda estamos negociando os detalhes. A Sial Paris deve ser o primeiro momento de novas vendas.

Antônio Camardelli

Próximos passos para o setor

Apesar do avanço, a distribuição da cota entre as empresas brasileiras ainda precisa de esclarecimentos para garantir acesso equitativo. Camardelli ressaltou que detalhes adicionais sobre a alocação dos volumes são necessários para que as indústrias possam planejar suas operações com segurança. A expectativa é que a feira na França sirva de plataforma para alinhar esses pontos com compradores chineses e autoridades.

É um bom avanço, mas ainda precisamos de mais detalhes sobre como será a distribuição da cota entre as empresas.

Antônio Camardelli

O Brasil mantém posição relevante como fornecedor de carne bovina para a China, e a nova cota reforça essa parceria ao reduzir custos para os importadores. A Abiec acompanha as tratativas para que os exportadores brasileiros possam aproveitar integralmente o benefício tarifário a partir dos encontros em Paris.

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