Um acordo comercial bilateral com a China determinou a suspensão temporária das exportações brasileiras de carne de frango após a confirmação de um caso de Doença de Newcastle em uma granja de perus localizada em Nova Itaberaba, no oeste de Santa Catarina. A detecção do vírus ocorreu em 18 de outubro de 2026, sem manifestação clínica nos animais, e a informação foi divulgada no dia seguinte pelo Ministério da Agricultura e Pecuária. A medida segue protocolo previsto no entendimento com o maior importador do produto brasileiro e visa permitir que a China defina o alcance da restrição.
Autoridades sanitárias aplicaram autoembargo inicial para conter qualquer risco de disseminação. A Associação Brasileira de Proteína Animal e a Associação Catarinense de Avicultura acompanham o processo junto ao Mapa e ao Sindicarne-SC, enquanto a granja afetada permanece sob monitoramento.
Detalhes da detecção e protocolo sanitário
O vírus foi identificado em produção comercial de perus, sem sinais clínicos visíveis nas aves. Esse cenário reforça a importância dos sistemas de vigilância ativa mantidos pelo Brasil, que permitem ações rápidas mesmo em casos assintomáticos. O autoembargo evita que lotes sejam embarcados até a definição final da regionalização.
Impacto nas exportações e posicionamento da China
Como signatário do acordo, o Brasil precisa interromper temporariamente os embarques para que a China estabeleça se a restrição será nacional, estadual ou regional. A medida protege o status sanitário reconhecido internacionalmente e preserva o acesso futuro ao mercado chinês.
Alguns países, como a China, se tiver uma dessas doenças (Newcastle ou gripe aviária), o Brasil precisa suspender as exportações, para ela definir como vai ficar a regionalização (do embargo).
Ricardo Santin
Especialistas destacam que o protocolo é padrão em acordos sanitários e não representa mudança estrutural nas relações comerciais. A expectativa é que a regionalização seja concluída em breve, permitindo a retomada gradual dos embarques conforme as áreas não afetadas. Enquanto isso, produtores de Santa Catarina mantêm foco na biosseguridade para evitar novos registros.