A confirmação de um caso da doença de Newcastle em uma granja comercial localizada em Santa Catarina gerou apreensão no setor avícola brasileiro, embora sem impactos imediatos nas cotações ou no volume de carne de frango comercializado até o momento. O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) comunicou a detecção, enquanto o Cepea monitora a situação junto a importadores como Malásia, México, Arábia Saudita, China e Chile. O episódio remete ao caso de gripe aviária registrado em maio do ano anterior em Montenegro, no Rio Grande do Sul, e levanta preocupações sobre possíveis embargos comerciais.
Repercussão entre produtores e autoridades
O setor avícola brasileiro acompanha de perto as medidas adotadas pelo Mapa para conter a disseminação da doença. Especialistas destacam que a notificação rápida permite ações de biosseguridade nas granjas vizinhas, reduzindo riscos de propagação. Até o momento, as negociações seguem sem interrupções, com oferta e demanda equilibradas no início da segunda quinzena do mês.
Estabilidade das cotações e volume comercializado
Os preços da carne de frango permanecem estáveis, conforme dados do Cepea, mesmo diante da confirmação do caso. O equilíbrio entre oferta e demanda sustenta o volume de exportações para os principais destinos internacionais. Importadores ainda não sinalizaram restrições, diferentemente do que ocorreu em episódios anteriores.
Preocupações com embargos e lições passadas
A memória do embargo ocorrido após o caso de gripe aviária em 2025 mantém produtores em alerta. Autoridades sanitárias reforçam protocolos para evitar novas notificações que possam afetar a imagem do Brasil no comércio global. O foco atual é a contenção e a transparência nas informações para preservar a confiança dos parceiros internacionais.