Produtores rurais paranaenses que participaram de viagens técnicas aos Estados Unidos em 2026 estão testando ferramentas de inteligência artificial em suas propriedades, com foco em gestão de mandioca, operação de silos, análise de imagens de satélite e registros por voz. As iniciativas surgem após visitas realizadas em julho e setembro deste ano a empresas, universidades e centros de inovação nos estados americanos da Califórnia, Nebraska, Iowa, Illinois e Missouri. O objetivo é aplicar tecnologias ainda não disponíveis no Brasil para otimizar a gestão financeira, avaliar danos em lavouras e melhorar a eficiência operacional.
Os participantes mantêm contatos com empresas americanas e experimentam soluções gratuitas ou pagas, fornecendo dados como códigos-fonte ou coordenadas para análise personalizada. Entre os envolvidos estão Kátia Garrido, Marcos Eidam, Deborah Gerda de Geus e o presidente do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette, além de Alexandre Martins, do Senar Nacional. Os testes começaram após o retorno ao Brasil, entre setembro e outubro de 2026, e visam disseminar o conhecimento entre outros produtores do Paraná.
Objetivos das viagens técnicas
Ágide Eduardo Meneguette destaca que as viagens permitem o acesso a inovações ausentes no mercado brasileiro. Os produtores aplicam as ferramentas diretamente em suas fazendas e compartilham os aprendizados com sindicatos e regiões vizinhas. Essa estratégia busca ampliar o uso de automação e análise de dados no campo paranaense.
Testes práticos em andamento
Kátia Garrido planeja inserir custos operacionais e gastos diários em uma ferramenta de inteligência artificial para monitorar a rentabilidade da cultura de mandioca. Ela também pretende utilizar a tecnologia para compensar a escassez de mão de obra, delegando tarefas à ferramenta e concentrando a família na operação principal. Marcos Eidam relata fascínio com a capacidade de interagir em linguagem coloquial e desenvolver integrações personalizadas.
O próximo passo é avaliar se as imagens de satélite podem ajudar a dimensionar os danos nas lavouras. Seguimos em contato com a empresa para entender o que a ferramenta consegue identificar
Deborah Gerda de Geus
Deborah Gerda de Geus acompanha o desenvolvimento de análises por satélite para quantificar prejuízos em plantações. Os resultados preliminares indicam potencial para registros rurais mais ágeis e decisões baseadas em dados precisos.