Um estudo do USDA publicado em janeiro de 2026 demonstra que a ordenha robotizada eleva em 13% o retorno líquido das fazendas leiteiras nos Estados Unidos. Os ganhos também aparecem em propriedades brasileiras de alta produtividade localizadas na região Sul. Pesquisadores Jonathan McFadden e Zach Raff conduziram a análise, enquanto equipes da PUCPR e da UFPR coletaram dados locais entre novembro de 2024 e dezembro de 2025.
Benefícios da automação para produtores de leite
A tecnologia permite a identificação individual dos animais, o monitoramento contínuo de saúde e produção, além da redução da mão de obra. Com isso, os produtores conseguem otimizar decisões de manejo e diminuir despesas operacionais. A automação surge em um momento de dificuldade para contratar trabalhadores e de pressão crescente por produtividade.
Resultados observados nos Estados Unidos e no Sul do Brasil
Nos Estados Unidos, as fazendas que adotaram sistemas robotizados registraram maior eficiência no gerenciamento individual dos rebanhos. No Brasil, os mesmos ganhos foram verificados principalmente no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. A redução de custos operacionais e o melhor aproveitamento da mão de obra explicam o aumento do retorno líquido.
Perspectivas para o setor leiteiro
Os pesquisadores destacam que a ordenha robotizada oferece ferramentas para enfrentar desafios estruturais do setor. Propriedades de alta produtividade no Sul do Brasil já demonstram resultados positivos com a automação. O estudo reforça que a tecnologia contribui para a sustentabilidade econômica das fazendas leiteiras em ambos os países.