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Boi gordo sobe até R$ 5 em oito praças e alcança R$ 360 em SP

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Rebanho de bois gordos em pasto no interior de São Paulo
Rebanho de bois gordos em pasto no interior de São Paulo

O mercado do boi gordo registrou alta da arroba em várias praças pecuárias nesta semana, com melhora na liquidez dos negócios impulsionada pela necessidade dos frigoríficos de completar escalas de abate curtas diante da oferta limitada de animais terminados. As negociações de junho de 2026 refletem esse cenário em estados como São Paulo, Bahia, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Paraná, Santa Catarina, Rondônia e Pará, conforme dados de consultorias como Cepea, Agrifatto e Scot Consultoria.

Impulso nas negociações pecuárias

A arroba subiu em oito das 17 praças monitoradas, com reajustes de até R$ 5 por arroba em Goiás e Rondônia. Em São Paulo, o boi destinado ao mercado interno alcançou R$ 350 por arroba, enquanto o boi-China atingiu R$ 360 por arroba. A melhora na liquidez decorre diretamente da busca dos frigoríficos por animais terminados para atender à demanda imediata de abate.

Os pecuaristas encontraram condições mais favoráveis para fechar negócios, especialmente em regiões onde a oferta permanece restrita. Essa dinâmica reduziu a pressão sobre os preços e permitiu que as escalas fossem alongadas de forma gradual ao longo da semana.

Variações regionais e fatores de mercado

No Pará, observou-se recuo de R$ 5 por arroba, contrastando com o movimento de alta predominante. As incertezas sobre o esgotamento da cota de importação chinesa entre junho e início de julho influenciam as estratégias de compra dos frigoríficos, que priorizam o abastecimento doméstico.

Consultorias especializadas indicam que a combinação de oferta limitada e escalas curtas deve sustentar a liquidez nas próximas semanas, desde que não ocorram mudanças abruptas na demanda externa. Os produtores monitoram de perto esses indicadores para planejar a terminação dos lotes.

Perspectivas para o setor pecuário

O cenário atual reforça a importância de acompanhar os indicadores semanais divulgados por entidades como o Cepea. Frigoríficos e pecuaristas ajustam suas operações para equilibrar volumes e preços em meio às variações regionais observadas.

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