O mercado do boi gordo voltou a ganhar força no Brasil após rumores de flexibilização das salvaguardas chinesas para importação de carne bovina. As negociações ocorridas na feira SIAL Xangai, na China, indicam que o país asiático pode redistribuir cotas não preenchidas por outros fornecedores, abrindo espaço para o produto brasileiro. Essa movimentação, registrada na terça-feira, 19 de maio de 2026, já provocou alta superior a 2% nos contratos futuros na Bolsa e sinais iniciais de recuperação no mercado físico.
Avanço nos contratos futuros e reação física
Representantes do setor pecuário e frigoríficos acompanharam de perto as conversas entre autoridades brasileiras e chinesas durante o evento em Xangai. Os analistas da Safras & Mercado, Scot Consultoria e Agrifatto destacam que a competitividade do boi brasileiro atraiu atenção, especialmente diante da busca chinesa por alternativas que evitem elevação de custos. Apesar de escalas de abate ainda confortáveis, praças como São Paulo, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso registraram movimento positivo nos preços.
Possível anúncio e redistribuição de cotas
Um anúncio oficial sobre a redistribuição das cotas, inclusive de volumes não utilizados pelos Estados Unidos, poderia ocorrer já na quarta-feira, 20 de maio de 2026. O governo federal e as autoridades chinesas seguem em diálogo para viabilizar o acesso brasileiro a esses volumes. Essa possibilidade reforça a posição do Brasil como fornecedor confiável e competitivo no mercado internacional de carne bovina.
Perspectivas para o setor pecuário
Com a retomada do interesse chinês, o setor espera sustentação nos preços do boi gordo nas próximas semanas. Frigoríficos avaliam que a medida pode ampliar o ritmo de exportações sem comprometer o abastecimento interno. Analistas recomendam monitoramento constante das definições que sairão de Pequim para ajustar estratégias de comercialização em todo o país.