O mercado do boi gordo retomou as negociações na primeira semana de junho de 2026 após o feriado, com ambiente favorável aos pecuaristas em diversas praças do Brasil. A oferta restrita de animais terminados e as escalas de abate apertadas impulsionaram os preços da arroba, enquanto a demanda internacional, especialmente da China e dos Estados Unidos, manteve-se aquecida. Frigoríficos voltaram às compras pagando valores acima das referências médias, sinalizando um período de transição para a entressafra com postura cautelosa dos vendedores.
Alta nos preços reflete oferta limitada
No Oeste da Bahia, principal referência do Matopiba, a arroba do boi gordo subiu 0,8% e alcançou R$ 319,50. A novilha registrou avanço de 1,7%, cotada a R$ 295,00 por arroba. Analistas da Safras & Mercado e da Scot Consultoria destacam que a redução na disponibilidade de bovinos prontos para abate pressionou as cotações em praças como São Paulo e outras regiões pecuárias. Os frigoríficos adotaram postura mais agressiva para garantir volume, elevando os pagamentos diante de escalas apertadas.
Demanda externa sustenta ritmo de exportações
As exportações aceleraram nas últimas semanas, com importadores chineses antecipando compras antes do preenchimento da cota anual. A demanda dos Estados Unidos também contribuiu para o cenário positivo, ampliando as oportunidades para os pecuaristas brasileiros. Essa combinação de fatores mantém o mercado em alta, apesar da transição sazonal típica do início de junho.
Os pecuaristas mantêm cautela na comercialização, preferindo aguardar melhores condições antes de ampliar a oferta. Com o cenário de entressafra se aproximando, a expectativa é de que a pressão sobre os preços continue nas próximas semanas, beneficiando quem ainda possui animais terminados. O equilíbrio entre oferta restrita e demanda firme define o atual momento do setor pecuário nacional.