O governo chinês informou que o Brasil já atingiu metade da cota de exportação de carne bovina com tarifa reduzida de 12%. Ao ultrapassar o volume de 1,1 milhão de toneladas, a alíquota aplicada subirá para 55%, conforme comunicado divulgado em 9 de maio de 2026. A medida, em vigor desde 1º de janeiro, busca proteger a pecuária local chinesa e deve provocar interrupção dos embarques por volta de junho.
Aceleração dos embarques para evitar tarifas maiores
Empresas brasileiras aumentaram o ritmo das exportações nas últimas semanas para não ultrapassar o limite antes do esperado. A estratégia visa aproveitar ao máximo a alíquota reduzida enquanto ainda é possível. Especialistas do setor alertam que a produção direcionada ao mercado chinês precisará ser suspensa temporariamente.
Desafios para o consumo interno e exportadores
Com a interrupção parcial dos embarques, o mercado brasileiro deverá absorver maior volume de carne bovina nos próximos meses. A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec) orienta seus associados a redirecionar parte da produção para o consumo doméstico. Essa transição exige ajustes logísticos e de planejamento por parte dos frigoríficos.
Não há mercado que substitua a China
Roberto Perosa
Perspectivas para o setor até o fim do ano
Apesar da alta tarifa, exportadores mantêm o foco em diversificar destinos para reduzir dependência futura. O presidente da Abiec, Roberto Perosa, destacou que a China continua sendo o principal parceiro comercial do Brasil no segmento. Medidas de ajuste de oferta devem ser monitoradas de perto até o final de 2026.