O Brasil completou 20 anos sem registros de focos de febre aftosa e obteve reconhecimento internacional como livre da doença sem vacinação. O último caso foi detectado em 2005 no Mato Grosso do Sul, e o status sanitário foi confirmado pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) em maio de 2025, durante reunião em Paris. O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, destacou a importância do resultado para o setor pecuário nacional.
Histórico da erradicação
A conquista resulta de décadas de vigilância constante, controle rigoroso nas fronteiras e manutenção de vacinação até 2024. O Ministério da Agricultura e Pecuária coordenou ações integradas com produtores e órgãos estaduais para garantir a ausência de novos surtos. Essa estratégia permitiu que o país mantivesse o status livre até junho de 2026, consolidando uma posição de referência mundial em sanidade animal.
Impacto nas exportações
A erradicação da febre aftosa, doença altamente contagiosa que causa prejuízos econômicos significativos, abriu portas para mais de 100 mercados internacionais. O reconhecimento pela OMSA elevou a competitividade da carne bovina brasileira e reduziu custos com vacinação obrigatória. Especialistas apontam que o resultado fortalece a imagem do Brasil como fornecedor confiável de proteína animal.
A erradicação da febre aftosa é um marco para a pecuária brasileira. Manter esse status exige compromisso contínuo de todos os elos da cadeia produtiva.
Carlos Fávaro
Autoridades reforçam que a prevenção continua essencial para preservar o status alcançado. Programas de monitoramento e capacitação de técnicos permanecem em andamento para evitar qualquer risco de reintrodução da doença.