A Brazil Potash (NYSE-American: GRO) anunciou neste domingo, 24 de maio de 2026, a assinatura de um Memorando de Entendimentos não vinculante com a Gera Center. O acordo prevê um contrato BOOT de 28 anos para o fornecimento de energia ao Projeto Potássio Autazes, no Amazonas. A iniciativa busca garantir suprimento confiável durante a fase de construção da mina, em localidade sem acesso à rede elétrica.
Processo competitivo de seleção
A Gera Center foi escolhida após avaliação rigorosa que envolveu 12 empresas. O modelo BOOT prevê a instalação escalonada de 63 grupos geradores a diesel, com capacidade entre 10 MW e 20 MW. O primeiro fornecimento de energia deve ocorrer em até 120 dias após a assinatura do contrato definitivo. Ao final do período de 28 anos, os equipamentos serão transferidos para a Brazil Potash.
O arranjo reduz os investimentos iniciais em US$ 33 milhões e gera economia líquida estimada em cerca de US$ 10 milhões em relação às projeções do PFS. A mesma planta que atenderá a construção funcionará como sistema de backup emergencial durante toda a vida útil da mina.
Vantagens econômicas e operacionais
A estrutura BOOT permite à Brazil Potash focar recursos em outras frentes do projeto enquanto terceiriza a geração de energia. O acordo integra a estratégia de financiamento da construção, que contempla até cinco contratos semelhantes. A companhia destaca que a solução atende tanto às necessidades imediatas quanto às de longo prazo da operação.
Este acordo BOOT com a Gera Center fornece energia confiável para a construção em uma localidade onde a rede elétrica ainda não está disponível, ao mesmo tempo em que reduz os custos iniciais de implantação do projeto. A Gera Center foi selecionada por meio de um processo competitivo rigoroso, e sua proposta ficou cerca de US$ 10 milhões abaixo das estimativas do nosso PFS ao longo da vida do projeto. A mesma planta que fornecerá energia para a construção passará a atuar como sistema de backup emergencial durante toda a vida útil da mina, sendo um dos até cinco contratos BOOT que a companhia está estruturando como parte da estratégia de financiamento da construção do projeto.
Matt Simpson