A Caixa Econômica Federal revelou tranquilidade quanto aos índices de inadimplência nas carteiras de crédito imobiliário e comercial destinadas a pessoas físicas e jurídicas, durante a divulgação do balanço do primeiro trimestre de 2026. A instituição, no entanto, prevê piora no portfólio do agronegócio, com reflexos nas provisões ainda este ano. A vice-presidente de riscos, Henriete Sartori, apresentou os números em coletiva de imprensa realizada em São Paulo nesta sexta-feira, 15 de maio de 2026.
Resultados do primeiro trimestre
A provisão para créditos de liquidação duvidosa alcançou R$ 6,51 bilhões, alta de 21,7% na comparação trimestral. A inadimplência acima de 90 dias ficou em 3,71% da carteira total. Apesar do aumento nas provisões, a curva de crescimento da inadimplência mostra sinais de arrefecimento, graças a um modelo de concessão mais rigoroso adotado pela instituição.
Perspectivas para o agronegócio
O segmento agro representa 5% da carteira total da Caixa e é o foco de atenção para os próximos meses. A expectativa é de que os impactos nas provisões comecem a aparecer ainda em 2026, conforme a deterioração do portfólio se materialize. Sartori destacou que o cenário não é simples, mas a redução nas novas recuperações judiciais contribui para um quadro mais controlado.
Nós temos uma expectativa de que, ainda esse ano, tenha impactos na nossa provisão relacionados ao agro
Henriete Sartori
A instituição mantém monitoramento constante das carteiras imobiliária e comercial, onde os níveis de atraso permanecem estáveis. A estratégia de concessão mais seletiva já produz efeitos positivos e deve continuar nos próximos trimestres.