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China pode impor tarifa de 55% à carne bovina do Brasil a partir de julho

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Montagem CopreRural
Montagem CopreRural

Especialistas debatem se a China estenderá a cota de importação de carne bovina brasileira ou aplicará tarifa de 55% após o limite de 1,106 milhão de toneladas ser atingido. Os embarques acelerados deste ano colocam o setor em alerta, com projeções indicando que o teto pode ser alcançado já em julho de 2026. A incerteza afeta diretamente pecuaristas, exportadores e frigoríficos brasileiros.

Análise dos volumes exportados até o momento

Até maio de 2026, o Brasil enviou 723,7 mil toneladas de carne bovina à China, o que corresponde a 65,4% da cota vigente. Projeções da Scot Consultoria apontam que os embarques até junho devem atingir 945,4 mil toneladas, restando cerca de 160,6 mil toneladas para o período restante. Os dados de desembarques mostram ritmo intenso desde o início do ciclo atual.

Especialistas como Gustavo Machado, da StoneX, e Lorenzo Junqueira, da Agro Bacuri e Balcão do Boi, participaram de palestra na Feicorte 2026, em Presidente Prudente, para discutir o tema. A investigação chinesa de longo prazo sobre as importações adiciona complexidade ao cenário.

Possíveis efeitos sobre os pecuaristas brasileiros

A proximidade do limite gera volatilidade nos preços da arroba no Brasil. Caso os embarques de julho já estejam sujeitos à tarifa de 55%, o mercado interno pode registrar ajustes rápidos nas cotações. Exportadores monitoram de perto as decisões de Pequim para evitar surpresas.

Recomendações para o setor

Profissionais do segmento destacam a importância de planejamento e informação precisa neste momento. Acompanhar os números oficiais e as negociações bilaterais ajuda a mitigar riscos. O foco permanece na adaptação às regras chinesas sem comprometer a competitividade do produto brasileiro.

A verdade é que ninguém sabe ao certo quanto dessa cota já foi preenchido e quanto ainda falta. Os chineses, estratégicos como são, podem muito bem conduzir esses números de acordo com os próprios interesses. O fato é que esse limite está cada vez mais próximo, e o pecuarista brasileiro pode acabar sendo pego de surpresa. Em momentos como este, informação, planejamento e cautela valem ouro. O importante é saber aproveitar a volatilidade do mercado a nosso favor

Lorenzo Junqueira

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