A Cidasc iniciou na terça-feira (21 de outubro de 2026) uma operação de vigilância sanitária para monitorar a doença de Newcastle em cerca de 1,6 mil propriedades rurais próximas a um foco confirmado em uma granja de perus em Nova Itaberaba, no Oeste de Santa Catarina. A ação abrange um raio de 10 quilômetros ao redor do local afetado e envolve visitas a 1.597 estabelecimentos, com coleta de amostras de sangue em 133 deles considerados de maior risco. A granja comercial permanece interditada enquanto o Ministério da Agricultura e Pecuária acompanha as medidas.
Procedimentos adotados na região
As equipes da Cidasc realizam interdição imediata das áreas afetadas, abate sanitário quando necessário, descarte de materiais contaminados e desinfecção completa das instalações. O objetivo principal é evitar a disseminação do vírus e proteger a produção avícola do estado, que representa uma importante cadeia econômica para Santa Catarina. Produtores rurais da região recebem orientações específicas conforme o tipo de criação mantida em cada propriedade.
Declarações sobre o monitoramento
A gente vai visitar todas as propriedades num raio de 10 km. Nas propriedades que têm aves de subsistência, a gente vai orientar o produtor. Nas que têm aves de produção comercial, a gente vai coletar sangue para fazer o diagnóstico sorológico.
Celles de Matos
O presidente da Cidasc, Celles de Matos, destacou que o trabalho inclui tanto propriedades de subsistência quanto granjas comerciais. Nas primeiras, os técnicos orientam os produtores sobre biossegurança; nas segundas, realizam exames sorológicos para diagnóstico precoce. A operação conta com apoio técnico do Mapa e segue protocolos estabelecidos para conter surtos de doenças aviárias.
Até o momento, não há registro de novos focos além da granja inicial. A vigilância deve continuar nos próximos dias para garantir que o vírus não se espalhe para outras áreas do estado. Produtores são orientados a comunicar imediatamente qualquer suspeita de sintomas nas aves às autoridades sanitárias.