A Cofco International realizou seu primeiro embarque em grande escala de sorgo brasileiro com destino à China, marcando uma nova etapa nas exportações agrícolas nacionais. O carregamento partiu do Terminal Export Cofco em Santos e foi enviado ao porto de Nansha, em Guangzhou, ampliando as opções de comercialização para produtores brasileiros. O anúncio ocorreu em 20 de agosto de 2026 e representa a primeira operação do tipo em volume significativo, com novos envios já previstos para os próximos meses.
Detalhes da operação logística
O sorgo foi processado e embarcado no Terminal Export Cofco em Santos, sob coordenação da divisão de Grãos e Oleaginosas da empresa no Brasil. A carga segue para distribuição pela Cofco Trading no porto chinês de Nansha, garantindo a chegada ao mercado consumidor final. Essa logística integra a infraestrutura própria da companhia e reforça a capacidade de conexão entre a produção nacional e compradores internacionais.
Abertura do mercado chinês
A iniciativa surge como alternativa aos Estados Unidos, cujas vendas de sorgo ao país asiático recuaram durante a guerra comercial de 2025. Com a nova rota, produtores brasileiros ganham acesso direto a um mercado de grande escala, diversificando canais de venda e reduzindo dependência de parceiros tradicionais. A operação demonstra o potencial do sorgo nacional para atender à demanda chinesa de forma consistente.
A abertura do mercado chinês cria novas possibilidades para o sorgo brasileiro, ampliando as alternativas de comercialização para os produtores e conectando a produção nacional a um importante mercado consumidor
Luiz Noto
Para a COFCO International, este embarque reforça nossa atuação na comercialização de diferentes commodities agrícolas e a capacidade da companhia de conectar a produção brasileira a mercados estratégicos
Luiz Noto
Perspectivas para os próximos carregamentos
Além deste primeiro envio, a Cofco International planeja realizar novos embarques de sorgo brasileiro para a China nos próximos meses. A estratégia visa consolidar o fluxo comercial e oferecer estabilidade aos produtores nacionais diante das oscilações de outros mercados. A empresa destaca que a infraestrutura do terminal em Santos está preparada para suportar volumes crescentes.