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Exportações de soja brasileira devem cair para 100 milhões de toneladas em 2026, projeta Safras & Mercado

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Plantação de soja no Brasil, com campos extensos e silos, representando projeções de exportações para 2026.

A consultoria Safras & Mercado projeta uma redução no ritmo das exportações de soja brasileira para 100 milhões de toneladas em 2026, após picos registrados em 2024 e 2025. As estimativas, apresentadas durante o lançamento do Projeto Soja Brasil 2024/2025 em Cuiabá (MT), indicam um ajuste no mercado global influenciado pela maior oferta de concorrentes como Estados Unidos e Argentina. Essa desaceleração pode impactar produtores brasileiros, especialmente com a China, principal compradora, reduzindo suas importações devido ao aumento da produção interna.

Projeções de exportações para 2024 a 2026

As projeções da Safras & Mercado apontam para 102 milhões de toneladas exportadas em 2024, subindo para 105 milhões em 2025 e caindo para 100 milhões em 2026. O analista Élcio Bento destacou que essa tendência reflete um equilíbrio no mercado internacional. A apresentação ocorreu em 24 de outubro de 2024, durante evento em Cuiabá.

Essa redução no volume de exportações de soja brasileira marca uma mudança após anos de crescimento acelerado. Produtores brasileiros, que dependem fortemente do comércio exterior, precisam se preparar para um cenário de maior competição global.

Fatores globais influenciando o mercado

A principal razão para a desaceleração é a diminuição nas importações chinesas, impulsionada pela expansão da produção interna no país asiático. Além disso, a recuperação da produção na Argentina e o bom desempenho nos Estados Unidos aumentam a oferta global de soja. Isso resulta em uma pressão baixista nos preços, afetando o equilíbrio do mercado.

Em 2024, projetamos 102 milhões de toneladas exportadas. Para 2025, a estimativa é de 105 milhões e, para 2026, 100 milhões. Isso porque o mercado internacional deve se ajustar à maior oferta global.

Élcio Bento, analista da Safras & Mercado, enfatizou esses pontos durante o evento. A maior disponibilidade de soja de outros países deve equilibrar a demanda, mas com impactos nos valores negociados.

Impactos para produtores brasileiros

Para os produtores brasileiros, essa projeção sinaliza desafios à frente, especialmente em um ano como 2026, marcado por ajustes econômicos globais. A China continua como a principal compradora, mas sua autossuficiência crescente pode reduzir a dependência de importações do Brasil. Concorrentes como Estados Unidos e Argentina ganham espaço nesse contexto.

Com a recuperação da produção argentina e o bom desempenho nos EUA, o mercado deve se equilibrar, mas com preços mais baixos.

A análise da Safras & Mercado, divulgada em 25 de outubro de 2024, serve como alerta para o setor agrícola brasileiro. Estratégias de diversificação e eficiência podem ajudar a mitigar os efeitos da desaceleração nas exportações de soja.

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