A Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul) defendeu um conjunto de 12 pontos estruturais para a securitização da dívida rural em discussão no Congresso Nacional. A entidade representativa dos produtores gaúchos apresentou as propostas por meio de uma carta pública divulgada na quinta-feira, 21 de maio de 2026, com foco no Projeto de Lei 5.122. O documento busca oferecer condições viáveis para reestruturar passivos acumulados no campo gaúcho, afetado por crises sucessivas.
Medidas centrais da carta pública
Entre as exigências destacadas pela Farsul estão o teto de juros em 8,5% ao ano, prazo mínimo de 15 anos para pagamento e período de carência adequado. Essas condições visam tornar a securitização atrativa e sustentável para os produtores rurais do Rio Grande do Sul. A proposta integra um pacote mais amplo de 12 pontos que a entidade considera essenciais para viabilizar a renegociação dos débitos.
Estoque de dívidas e contexto climático
O estoque de dívidas estressadas no campo gaúcho já alcança R$ 171 bilhões e pode dobrar nos próximos 12 meses caso não haja intervenção efetiva. Esse crescimento acelerado decorre principalmente de eventos climáticos adversos que comprometeram safras e a capacidade de pagamento dos produtores. A securitização surge como alternativa para evitar agravamento da situação financeira no setor.
A carta da Farsul reforça a necessidade de diálogo com o Congresso para aprovar regras que equilibrem os interesses de credores e devedores. Produtores rurais gaúchos acompanham atentamente o andamento do PL 5.122, na expectativa de que as medidas propostas possam ser incorporadas ao texto final. A iniciativa busca restaurar a estabilidade econômica das propriedades rurais afetadas pelas dificuldades recentes.