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Feijão carioca atinge preço recorde de R$ 541,67 por saco em São Paulo

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Sacos de feijão carioca empilhados em armazém de São Paulo, ilustrando preço recorde de R$ 541,67 por saco.

O preço do feijão carioca atingiu um recorde histórico de R$ 541,67 por saco de 60 kg na parcial de outubro de 2024 em São Paulo, conforme dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Esse valor representa uma alta de 26,3% em relação a setembro do mesmo ano, impulsionada pela baixa disponibilidade do produto. O indicador registrou o maior patamar nominal desde 1997, afetando produtores e consumidores nos estados de São Paulo e Paraná.

Alta impulsionada por baixa disponibilidade

A escassez do feijão carioca decorre de uma combinação de fatores, incluindo a menor área cultivada e problemas climáticos que impactaram a produtividade. Pesquisadores do Cepea destacam que essas condições adversas reduziram a oferta no mercado interno. Como resultado, os preços dispararam, refletindo a pressão sobre a cadeia de suprimentos.

No Paraná e em São Paulo, principais regiões produtoras, os agricultores enfrentam desafios para atender à demanda. A colheita da safra 2024/25 está em fase inicial, o que agrava a situação de baixa disponibilidade. Até o dia 25 de outubro de 2024, os dados parciais já indicavam essa tendência de alta.

Fatores climáticos e área cultivada

Problemas climáticos, como variações irregulares de chuva e temperatura, afetaram diretamente a produtividade das lavouras de feijão carioca. Isso levou a uma colheita menor do que o esperado, contribuindo para o recorde de preços. Produtores relatam que essas condições imprevisíveis tornam o planejamento agrícola mais difícil.

A redução na área cultivada também é um elemento chave, com agricultores optando por outras culturas mais rentáveis. Essa escolha estratégica diminui a oferta de feijão carioca, elevando os custos para o consumidor final. O Cepea monitora esses indicadores para fornecer análises precisas ao setor.

Impactos no feijão preto e exportações

Para o feijão preto, os produtores priorizam as exportações devido ao câmbio favorável, o que reduz ainda mais a disponibilidade interna. Essa dinâmica de mercado global influencia os preços locais, criando um efeito cascata. No contexto de outubro de 2024, essa preferência pelas vendas externas intensificou a pressão sobre os estoques nacionais.

A safra 2024/25, em sua fase inicial, pode trazer alívio futuro, mas os efeitos imediatos do recorde de preços persistem. Analistas do Cepea observam que o monitoramento contínuo é essencial para prever tendências. Essa situação destaca a vulnerabilidade do setor agrícola a fatores externos como clima e economia global.

Perspectivas para o setor

Com o recorde histórico registrado em outubro de 2024, o mercado de feijão carioca continua sob escrutínio em 2026. Produtores no Paraná e São Paulo buscam estratégias para mitigar riscos climáticos e otimizar a área cultivada. O Cepea enfatiza a importância de dados atualizados para orientar decisões no agronegócio brasileiro.

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