Pesquisadores do Brasil e dos Estados Unidos, em parceria com a NASA e o Centro Aeroespacial Alemão, investigam o uso de fungos micorrízicos arbusculares para auxiliar no cultivo de plantas em regolito marciano e lunar. A revisão publicada em 2026 na revista Frontiers in Astronomy and Space Sciences destaca como esses microrganismos podem formar simbiose com raízes e melhorar a absorção de nutrientes em ambientes hostis. Experimentos realizados na Terra com simuladores de regolito mostram resultados promissores para missões espaciais futuras.
Simbiose amplia absorção de nutrientes
Os fungos estabelecem uma relação mutualística que estende o sistema radicular das plantas, permitindo a exploração de minerais e nutrientes presentes no material mineral. Testes com tomates e grão-de-bico em 2026 demonstraram colonização eficaz das raízes em análogos de regolito, especialmente quando combinados a soluções nutritivas. Essa abordagem transforma o substrato inicialmente desfavorável em um ambiente biologicamente mais adequado ao crescimento vegetal.
A estratégia apoia o uso de recursos in situ, reduzindo a dependência de suprimentos enviados da Terra em longas missões. A NASA anunciou avanços nessa linha de pesquisa em setembro de 2026, reforçando o interesse em soluções biológicas para a exploração espacial. Cientistas ressaltam que a combinação de fungos e nutrientes oferece melhores índices de sobrevivência das plantas em condições simuladas.
Viabilidade para missões futuras
Os experimentos indicam que os fungos micorrízicos arbusculares podem alterar a composição do regolito ao longo do tempo, favorecendo o desenvolvimento de culturas essenciais. Pesquisadores brasileiros e norte-americanos lideram parte dos testes, enquanto o Centro Aeroespacial Alemão contribui com análises técnicas complementares. O objetivo principal permanece viabilizar o cultivo sustentável em Marte e na Lua sem aumentar o peso das cargas transportadas.
Resultados preliminares reforçam o potencial da técnica para missões de longa duração, desde que ajustes em protocolos de irrigação e nutrição sejam aplicados. A publicação de 2026 consolida dados de diferentes equipes e aponta caminhos para novos estudos em regolitos mais complexos.