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Granizo destrói lavouras de café no Sul de Minas e causa prejuízos a produtores

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Chuva de granizo atingiu cafezais no município de Campo do Meio, no Sul de Minas Gerais (Foto: Reprodução/Redes sociais).
Chuva de granizo atingiu cafezais no município de Campo do Meio, no Sul de Minas Gerais (Foto: Reprodução/Redes sociais).

Um temporal com granizo atingiu municípios do Sul de Minas Gerais em 30 de maio de 2026, provocando alagamentos, queda de postes, danos a imóveis e lavouras de café, além de interrupções no fornecimento de energia elétrica em apenas 30 minutos.

Prejuízos para produtores rurais

Produtores rurais dos municípios de Boa Esperança, Campo do Meio e cidades vizinhas registraram perdas significativas em plantações de café e em estruturas de propriedades. O granizo cobriu ruas, calçadas e áreas rurais, gerando prejuízos materiais imediatos e afetando o fornecimento de energia em diversas localidades.

O evento climático expôs a vulnerabilidade do setor agrícola diante de condições extremas, com impactos diretos na safra local e na infraestrutura básica das regiões afetadas.

Orientações para acionar o seguro rural

De acordo com o advogado Vinícius Souza Barquette, o Marco Legal do Seguro determina prazos específicos para as seguradoras. “O Marco Legal do Seguro estipula até 30 dias para manifestação fundamentada sobre a cobertura (art. 86) e mais 30 dias para o pagamento da indenização após a conclusão da regulação (art. 87). A primeira medida indispensável é comunicar o sinistro à seguradora imediatamente, por escrito e com comprovante, fotografando e filmando toda a área afetada antes de qualquer limpeza”, destacou.

O erro mais comum é a demora para comunicar o sinistro. As seguradoras utilizam esse atraso como fundamento para negar a indenização. O segundo erro mais grave é assinar qualquer carta de quitação sem assessoria jurídica, ato que extingue, de forma definitiva, o direito de discutir os valores na esfera administrativa ou judicial

Vinícius Souza Barquette

Proteção em contratos e renegociações

Além do seguro, os produtores precisam analisar contratos de venda antecipada e possíveis renegociações de crédito rural. O especialista alerta para práticas que podem prejudicar os agricultores, como a oferta de novos contratos sem informação sobre direitos de prorrogação.

Reunir documentos e agir com rapidez permite contestar cobranças indevidas e buscar tutela de urgência para evitar negativação de CPF ou CNPJ enquanto os pedidos são avaliados.

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