A partir de janeiro de 2025, as máquinas agrícolas fabricadas no Brasil deverão atender a uma nova resolução do Conama que impõe limites mais rigorosos para emissões de poluentes. A medida, discutida durante a 47ª Expointer em Esteio (RS), deve elevar os preços dos equipamentos em até 25% e afeta fabricantes, produtores rurais e ambientalistas. O objetivo é alinhar o setor a padrões internacionais e cumprir compromissos climáticos do país.
Adaptação tecnológica e custos adicionais
Fabricantes precisarão investir em novas tecnologias, testes e certificações para cumprir os limites de emissões exigidos pela norma. Esses ajustes envolvem motores mais eficientes e sistemas de controle de poluentes que elevam o custo final dos produtos. A Abimaq, representada por José Velloso, alerta que o impacto varia conforme o tipo de máquina e motor utilizado.
O impacto no preço final pode variar de 15% a 25%, dependendo do tipo de máquina e do motor.
José Velloso
Debate na Expointer e reações do setor
Durante o evento em Esteio, representantes da indústria e produtores rurais debateram os desafios da transição. Ambientalistas apoiam a iniciativa por reduzir a pegada de carbono da agricultura e do transporte rodoviário. Já os fabricantes destacam a necessidade de prazos adequados para adaptação sem comprometer a competitividade do agronegócio brasileiro.
Alinhamento com padrões globais
A resolução do Conama busca equiparar o Brasil a regras já adotadas em mercados como Europa e Estados Unidos. Com isso, o setor agrícola contribui para metas de redução de emissões e ganha potencial para exportar equipamentos mais sustentáveis. Especialistas esperam que a mudança estimule inovação tecnológica ao longo da cadeia produtiva nos próximos anos.