O mercado do milho fechou em queda na Bolsa de Chicago na quarta-feira, 27 de maio de 2026, com os principais vencimentos recuando entre 4,25 e 5 pontos. Participantes do mercado de grãos, produtores e traders acompanharam o movimento influenciado pela queda do petróleo e pelo avanço do plantio nos Estados Unidos. No Brasil, os preços na B3 permaneceram estáveis graças à valorização do dólar.
Desempenho dos contratos em chicago
Os contratos de milho encerraram o pregão com perdas consistentes ao longo da sessão. A pressão veio da queda do petróleo e do ritmo acelerado de plantio no Corn Belt americano. Esse cenário reduziu o apetite por posições compradas entre os traders.
Produtores nos Estados Unidos observaram a evolução dos trabalhos de campo com atenção. O plantio já cobre 79% da área prevista, um avanço considerado intenso para o período. A combinação desses fatores reforçou a tendência de baixa nos vencimentos mais líquidos.
Reação dos preços na bolsa brasileira
Na B3, os preços do milho mantiveram estabilidade durante o dia. A alta do dólar compensou parte da pressão externa e sustentou as cotações locais. Traders brasileiros avaliaram que a oferta da safrinha continua a pesar sobre o mercado interno.
Principais fatores por trás da queda
A queda forte do petróleo, superior a 5%, resultou do arrefecimento das tensões no Oriente Médio. Esse movimento reduziu os custos energéticos e afetou indiretamente as commodities agrícolas. No Corn Belt, o plantio acelerado aumentou a expectativa de oferta futura, ampliando a pressão vendedora.
Analistas destacam que a oferta da safrinha brasileira adiciona um elemento de cautela ao cenário global. Produtores e traders mantêm monitoramento constante desses indicadores para ajustar estratégias. O mercado segue sensível a qualquer variação nos fundamentos de oferta e demanda.