O empresário e pecuarista Francisco de Araújo Carneiro, conhecido como Dico Carneiro, morreu na quinta-feira, 15 de maio de 2026, aos 90 anos em Fortaleza. Fundador da Companhia de Alimentos do Nordeste (Cialne), ele construiu um dos maiores complexos agroindustriais do Norte e Nordeste a partir de uma pequena granja iniciada em 1966, destacando-se na avicultura, na pecuária leiteira e no melhoramento genético de raças zebuínas.
Trajetória e conquistas no agronegócio
Carneiro transformou a atividade rural no Nordeste ao investir em seleção genética e produção em larga escala. Sua atuação pioneira gerou emprego para cerca de 3.600 pessoas e elevou os padrões de qualidade em avicultura e pecuária leiteira, tornando a região mais competitiva no mercado nacional.
O neto Rafael Carneiro destacou o rigor técnico do avô. “Ele foi um grande selecionador do Gir Leiteiro e do Girolando, exemplo para todo criador. Tudo que fazia era muito bem-feito, com muito cuidado e qualidade. Antes da chegada da ordenha mecânica, chegou a tirar 27 mil litros de leite na mão, e empregou 3.600 pessoas. Tornou-se referência nacional tanto na avicultura quanto na pecuária”, afirmou.
Homenagens em Fortaleza
O velório acontece a partir das 15h deste sábado, 16 de maio, na Igreja Presbiteriana Nova Jerusalém, seguido do Culto de Ação de Graças às 18h30. O diretor da ABCZ, Carlos Henrique de Mendonça Pereira, ressaltou a dimensão do trabalho realizado. “É impossível dimensionar o trabalho deste homem. Foi um homem completo, visionário, que criou mais de 400 matrizes puras Gir Leiteiro”, declarou.
Amigos e familiares destacam que Dico Carneiro deixou um legado de inovação e responsabilidade social que continua a influenciar gerações de produtores rurais em todo o país.