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Indicador do milho ESALQ/BM&FBovespa cai para R$ 65 por saca com estoques elevados

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Plantação de milho no Brasil com silos de armazenamento, ilustrando estoques elevados e indicador de preço em queda.

O indicador do milho ESALQ/BM&FBovespa registrou uma queda significativa e retornou ao patamar de R$ 65 por saca de 60 kg no final de janeiro de 2026, conforme análise de pesquisadores do Cepea. Essa movimentação reflete um mercado com baixa liquidez, onde compradores priorizam estoques antecipados e produtores se mostram mais flexíveis nos preços para liberar armazéns. O cenário é influenciado por estoques elevados, que impedem uma reação positiva nos preços mesmo com a colheita de soja em andamento.

Queda no indicador do milho

O indicador do milho ESALQ/BM&FBovespa, referência no mercado brasileiro, caiu para R$ 65 por saca de 60 kg ao final de janeiro de 2026. Pesquisadores do Cepea destacam que essa redução ocorre em um contexto de baixa liquidez. Compradores e produtores de milho ajustam suas estratégias diante das condições atuais do mercado.

Fatores que contribuem para a baixa liquidez

Compradores estão priorizando o uso de estoques adquiridos antecipadamente, realizando apenas aquisições pontuais. Essa abordagem reduz a demanda imediata no mercado. Produtores, por sua vez, adotam maior flexibilidade nos preços para liberar espaço em armazéns, o que pressiona os valores para baixo.

Estoques elevados como principal motivo

Os estoques de milho atingiram 12 milhões de toneladas em 2026, um volume expressivamente superior aos 1,8 milhão de toneladas registrados em 2025. Essa quantidade também supera a média de 9,2 milhões de toneladas das últimas cinco safras. Tais níveis elevados de estoque impedem uma recuperação nos preços, mesmo com a colheita de soja progredindo e potencialmente liberando áreas para o milho.

Comparação com anos anteriores

Em comparação com 2025, quando os estoques eram de apenas 1,8 milhão de toneladas, o ano de 2026 apresenta um cenário de abundância. A média das últimas cinco safras, de 9,2 milhões de toneladas, reforça que os volumes atuais são atipicamente altos. Isso contribui para a estagnação dos preços no mercado de milho.

Impactos no mercado agrícola

A flexibilidade dos produtores em negociar preços mais baixos visa otimizar o uso de armazéns, mas resulta em menor rentabilidade. Compradores se beneficiam da oferta abundante, mantendo custos controlados. Pesquisadores do Cepea monitoram esses desenvolvimentos para prever tendências futuras no setor.

Perspectivas para o setor

Apesar da colheita de soja, que poderia impulsionar o plantio de milho, os estoques elevados continuam a ser um fator limitante. O mercado deve permanecer sob pressão até que haja uma redução significativa nesses volumes. Analistas recomendam atenção às variações climáticas e demandas internacionais que possam alterar esse equilíbrio.

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